Antes de levantar a primeira parede, um empreendimento precisa ser compreendido em números e em riscos. Orçamento e viabilidade são as duas lentes dessa análise.
Do conceito ao orçamento detalhado
A conceituação define o que será construído e para qual finalidade. Em seguida, o orçamento evolui por níveis de precisão: estimativas paramétricas nas fases iniciais, orçamentos sintéticos e, por fim, orçamentos detalhados, baseados em quantitativos e composições de custos unitários.
O que compõe um orçamento confiável
- Quantitativos extraídos de projetos completos e compatibilizados;
- Composições de custos com insumos, produtividades e encargos adequados;
- Bases de referência, como o SINAPI e o SICRO, quando aplicáveis, e cotações de mercado;
- BDI e demais custos indiretos tratados com critério;
- Cronograma físico-financeiro coerente com a curva de desembolso.
Viabilidade técnica
Envolve condições do terreno, infraestrutura disponível, soluções construtivas, prazos e capacidade de execução. Estudos incompletos nessa etapa são fonte comum de aditivos e de variações de custo durante a obra.
Viabilidade jurídica
Inclui a regularidade fundiária, o zoneamento e as licenças urbanísticas e ambientais, o regime contratual adotado e as exigências legais para contratar, especialmente no setor público. Identificar restrições cedo evita paralisações e riscos de nulidade.
Decisão com informação
Integrar análise técnica, jurídica e financeira permite decidir se, como e quando avançar. Quando essas visões trabalham juntas, o empreendimento nasce com riscos mapeados e expectativas realistas.
