Gestão de Contratos

Reequilíbrio econômico-financeiro e claims em obras: como se preparar

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Ilustração técnica sobre gestão de contratos

Pleitos de reequilíbrio e claims são frequentes em obras longas. O que decide o resultado, muitas vezes, é a qualidade da documentação feita ao longo da execução.

Reajuste, repactuação e reequilíbrio

Embora relacionados, são mecanismos distintos. O reajuste recompõe o valor pela variação de preços em período previsto, usando índices definidos em contrato. O reequilíbrio econômico-financeiro busca restabelecer a relação original entre encargos e remuneração quando eventos extraordinários, imprevisíveis ou de responsabilidade da outra parte alteram esse equilíbrio.

Eventos que podem dar origem a pleitos

  • Atrasos na liberação de áreas, licenças ou projetos;
  • Alterações de escopo solicitadas pelo contratante;
  • Interferências e condições do local diferentes das informadas;
  • Paralisações e suspensões não causadas pelo contratado;
  • Eventos externos de natureza extraordinária.

Os quatro pilares de um claim

Um pleito consistente costuma demonstrar: (1) o fato gerador e sua previsão contratual; (2) o nexo causal entre o evento e o impacto; (3) a notificação tempestiva, nos termos do contrato; e (4) a quantificação do impacto em custo e em prazo.

Documentação e análise de prazo

Diário de obra, atas, correspondências, registros fotográficos, medições e cronogramas atualizados formam a base probatória. A análise de cronograma permite separar atrasos que impactam o caminho crítico daqueles que não afetam o prazo final, evitando pedidos desproporcionais.

Prevenir é mais barato que litigar

A melhor estratégia é manter rotinas de registro e de comunicação formal desde o primeiro dia, tratar divergências no nível técnico e recorrer a mecanismos de solução rápida quando necessário. A assessoria especializada ajuda a estruturar o pleito e a evitar desgaste entre as partes.